Segue abaixo uma lis6ta de links que eu recomendo serem vistos, ouvidos, assistidos, não só no final de ano, mas durante o ano todo também.
A Dura Vida dos Ateus – neste excelente artigo, a autora fala de uma experiência pessoal que a levou a refletir sobre a realidade do “Estado Laico” no Brasil. Para se pensar sobre sua posição frente às outras religiões.
Ratos Libertam Companheiros Em Uma Demonstração de Empatia – Artigo muito interessante que conta como ratos demonstraram sinais claros de empatia com seus semelhantes. Se até ratos tem empatia por seus semelhantes, porque é tão difícil para os seres humanos?
Bacalhoada Vegan – Quem disse que bacalhoada tem que ter bacalhau? Por que não experimentar esta versão sem nenhum tipo de carne e sem provocar sofrimento a nenhum ser vivo? Eu testei e está mais do que aprovada.
A Memória dos Animais – Relato muito interessante sobre como os animais podem ter memória tão apurada quanto a dos humanos.
Somos Todos de Carne – Se você está pensando em adotar uma dieta vegetariana, recomendo a leitura deste artigo. Se não está pensando em se tornar vegetariano, leia também.
Pense Nisso – vídeo feito pelo Instituto Nina Rosa, com participação de Pulo Vilhena e Thalia Ayala.
Grooveshark – Serviço on-line de música. Dá pra encontrar quase de tudo, e o melhor, de graça.
Cantinho Vegetariano – Excelente site sobre vegetarianismo. Tem receitas excelentes (fiz quase todas já), notícias e artigos sobre o mundo vegetariano.
Vista-Se – O vista-se foi o primeiro site de vegetarianismo que eu conheci e desde que tomei contato me tornei fã. Também pode ser Acessado pelo link vemjunto.org.
Traços de… – Interessante artigo sobre os traços de dor na alimentação do dia-a-dia.
Conheça Sua Carne – Vídeo muito interessante sobre a origem das carnes que você come nas suas refeições.
Aviso: este artigo não é uma “receita de bolo”. Está mais para um “roteiro adaptável”, onde você pode alterar da forma que quiser, já que a essência é a mesma.
Aplicar o minimalismo na sua vida pode, para algumas pessoas, envolver uma mudança radical no estilo de vida, o que pode, também, ser um processo doloroso ou aparentemente envolver uma certa complexidade que, na prática, não existe.
Uma coisa é certa: Não dá para simplesmente acordar de manhã e dizer: “A partir de hoje vou ter uma vida minimalista”. Como tudo na vida que envolve mudanças, precisamos de um mínimo de planejamento. Por isso, elaborei este pequeno passo-a-passo para ajudar você, que quer tentar um estilo de vida minimalista e está com medo de começar.
O minimalismo foi uma série de movimentos artísticos, culturais e científicos que surgiu no intuito de se expressar com um mínimo de cores, desenhos, palavras. No design, se manifesta com um número mínimo de móveis e objetos.
Aplicado na vida prática, o minimalismo se apresenta como um estilo de vida que a pessoa vive com um mínimo necessário de móveis, objetos e roupas, eliminando tudo o que não é necessário.
Para aplicar o minimalismo, o ideal é que você tenha um planejamento bem feito, para que não se perca durante o processo, e para que o processo de mudança no estilo de vida seja o menos doloroso possível.
Se seu guarda-roupa é assim, está na hora de começar uma faxina.
O decluttering é um termo da língua inglesa que, na melhor tradução, seria “desentulhar”, retirar as tralhas. É um dos processos mais importantes no processo de adaptação ao minimalismo.
Para se fazer um decluttering bem feito, o melhor que ele seja particionado, ou seja, que seja feito apenas um lugar de cada vez, e seja feito com paciência e calma.
Escolha um ambiente. Pode ser o quarto, a sala, a cozinha ou qualquer outro que você queira. A não ser que o ambiente que você escolheu tenha apenas uma prateleira ou um único armário, provavelmente este ambiente que você escolheu tem mais de um armário, gavetas, escrivaninha ou prateleiras.
O ideal é que, para que o processo não seja tão demorado ou tão doloroso, escolha apenas um móvel para você organizar e retirar o que não tiver utilidade. Quando eu resolvi adotar um estilo de vida minimalista, o primeiro lugar que resolvi atacar foi o guarda-roupas. Todas as roupas que eu não usei nos últimos seis meses, retirei tudo. A única exceção foi um terno preto básico, que ainda está em ótimas condições e serve perfeitamente. Todo o restante das roupas eu doei para a caridade.
O mais importante a se ter em mente é que, depois de triado todos os objetos que estão em um lugar e escolhidos os que você realmente precisa na sua vida diária, se livre do restante imediatamente, senão você está apenas mudando as coisas de um lugar para o outro.
Depois de finalizado o primeiro móvel ou ambiente, comece imediatamente o próximo. Não se esqueça de terminar sempre um ambiente antes de começar outro, senão você corre o risco de se perder no decluttering.
Normalmente o primeiro lugar sempre é o mais difícil, pois sempre se tem a dúvida do que jogar for a, do que doar e o que manter. Isso ocorre principalmente com pessoas que não tem o hábito de se desfazer de seus objetos. Não é de se estranhar que nesse decluttering você encontre papeis usados como rascunho, os quais você nem lembrava mais, encartes de revistas que você nem assina mais, roupas que não servem mais, que estão manchadas ou for a de moda, objetos que não funcionam mais, sem contar aquele monte de coisas que normalmente se guarda com a desculpa de que “talvez um dia precise”.
A regra para se desfazer das coisas é muito simples:
- Documentos devem ser guardados, sempre. Se for documentos que não tem mais serventia, podem ser descartados, desde que descaracterizados de forma correta (eu pico em pedaços bem pequenos e separo em três montes, para serem jogados fora em três sacos de lixo diferentes).
- Roupas, se você não as usa a pelo menos seis meses, se precisam de algum tipo de conserto e você guardou e nem lembrava mais ou se não servem, devem ser descartadas. A exceção dessa regra são as roupas para eventos sociais, como ternos ou vestidos longos, desde que sirvam e não precisem de nenhum ajuste, e claro, desde que sejam de cores que não saiam da moda.
- Papeis e revistas que não tenham mais serventia devem ser descartados imediatamente.
- CD´s, guarde somente os que tem algum valor sentimental. Os outros, pondere a hipótese de copiar para o computador e depois presentear alguém com eles.
- Fotografias podem ser agrupadas em álbuns separados por anos ou por temas. Considere a hipótese de escanear e guardar em formato digital. As fotos de pessoas que você não sabe ou não lembra mais quem são, as fotos tremidas, manchadas ou borradas, com péssima definição de imagem podem ser descartadas.
- Para os outros objetos, veja se você os utilizou no último ano. Se sim, eles podem ficar. Se não, descarte-os imediatamente. A probabilidade de você precisar usá-los no próximo ano vai ser muito pequena e não justifica a guarda de algo que só vai ocupar espaço.
Para as pessoas que não tem tempo, ou para aquelas que acham que não vão conseguir se livrar das coisas, o Léo Babauta, do Zen Habits, dá duas dicas muito fáceis de serem seguidas:
- O decluttering de 15 minutos, que é feito programando um despertador para tocar depois de 15 minutos, e neste tempo você se dedica exclusivamente ao decluttering. Terminado os 15 minutos, você pode começar outro período de 15 minutos, dependendo de sua disponibilidade de tempo, ou então fazer mais 15 minutos de decluttering outro dia.
- A regra do 1-2, que é mais voltada para mudar o nosso hábito de consumo. Para cada um objeto que você adquire, dois devem ser descartados. Dê preferência para descartar objetos semelhantes aos que você comprou.
Não deixe de acompanhar os próximos artigos, onde falarei mais sobre a aplicação do minimalismo na vida diária. E não deixe de comentar o que achou do artigo.
O budismo hoje é uma religião em franca expansão, apesar de que a quantidade de praticantes no ocidente ainda ser muito pequeno, quando comparado com as religiões cristãs. Muitas pessoas se interessam por sua filosofia e seus ensinamentos, não se vendo como budistas, apenas como simpatizantes.
Um dos ensinamentos budistas (que também podemos encontrar no cristianismo e, acredito eu na maioria, senão em todas, as outras religiões) é o minimalismo.
Eu sei que nem a Bíblia cristã, o Alcorão muçulmano, a Torá hebraica e nem os cânones budistas falam isso. Este é um ensinamento intrínseco (que está ali, escondidinho, só aparecendo quando começamos realmente a estudar e meditar sobre os textos sagrados).
O Buda, assim que saiu do palácio de seu pai e foi praticar o ascetismo, praticamente não tinha nada, a não ser o suficiente para sobreviver.
O minimalismo basicamente é um movimento que hoje tem representatividade em diversas áreas, notadamente no estilo de vida (vide Zen Habits, The Minimalists e Becoming Minimalist), e que prega o estilo de vida com o mínimo de bens materias para sobrevivermos.
Quando olhamos os ensinamentos do Buda, principalmente os que ele enfatiza que o “ter” e o “querer” são uma das raízes para o nosso sofrimento (duhkha). Ora, a nossa sociedade brasileira, e acredito que quase toda a sociedade capitalista mundial, vive em torno do “ter” e do “querer”. Bastar analisarmos porque trabalhamos tanto, dia após dia, semana após semana, mês após mês.
A desculpa sempre é a mesma: preciso comprar uma casa/carro/computador/etc., pagar as contas, pagar dívidas, etc. O mais interessante que este é um ciclo que parece interminável, já que estamos sempre querendo algo novo ou diferente.
Por isso que o “ter” e o “querer” geram tanto sofrimento, pois graças a eles temos que nos sacrificar cada vez mais, sacrificando horas preciosas de convívio familiar, de descanso, de aprimoramento pessoal e espiritual em nome do “ter” e do “querer”.
Não podemos nos esquecer também do sofrimento gerado por não conseguirmos atender o “ter” e o “querer”, quase sempre causado porque queremos ter algo além do que nossas condições permitem.
O minimalismo, quando aplicado à vida pessoal, vem bem de encontro ao ensinamento de combatermos (não sei se esta seria a melhor palavra a ser aplicada aqui, mas na falta de outra melhor, ela fica) o ter e o querer.
Quando aplicado à vida pessoal, o minimalismo nos leva a refletir sobre os nossos hábitos de consumo e a questionar, sempre, o nosso impulso por desejar algo ou por ter algo.
Não estou aqui incentivando a ninguém que de uma hora para outra doe tudo e passe a ter uma vida austera como um monge, mas sim que avalie seu padrão de vida e veja se o “ter” e o “querer” dominam a sua vida.
No próximo artigo, vou explicar como podemos começar a aplicar o minimalismo em nossas vidas, mas por enquanto responda as perguntas abaixo:
- Será que você usa tudo o que compra?
- Você usa todas as roupas que estão no seu guarda-roupas?
- Nos ultimos seis meses você não usou algo em sua casa? Ou dos seus objetos pessoais?
- Quando foi a ultima vez que você doou algo?
Para quem escreve constantemente (blogueiros, escritores, jornalistas, etc.), não tem coisa pior do que o “branco”, ou seja, aquele momento em que você se senta, disposto a escrever algo e, por mais que tente, não sai nada.
Outro dia, navegando a esmo na internet, me deparei com um artigo no Estudante Minimalista, que fala sobre como escrever melhor, e cita uma ferramenta on-line chamada 750words.
Como achei a ideia muito interessante, resolvi partilhar com vocês, já que experimentei e rendeu uns dois posts que ainda vão ser publicados.
Depois procurando um pouco mais, encontrei um outro serviço chamado OmmWriter, que faz o mesmo papel do 750words.
Testei o 750words e o OmmWriter.
O primeiro tem a vantagem de ser on-line, ou seja, você teoricamente pode acessar de onde estiver. O problema é que, se onde você está não estiver com conexão a internet, vai ter que apelar para o bom e velho editor de texto (Word, Notepad, etc.).
O Ommwriter é instalado no computador. É um programinha pequeno, portanto não tem o risco de ocupar muito espaço, já que ele não tem recursos de nenhum editor de textos. A grande vantagem é que se você instalar no notebook, pode levar pra qualquer lugar. E ele ainda tem uma versão para ser baixada para o iPad.
Apesar de serem ferramentas interessantes para deixar fluir as ideias, rascunhar ideias ou simplesmente digitar a esmo, como a minha meta é cada vez mais tornar minha vida minimalista, preferi ficar com o 750words, já que não há a necessidade de baixar e instalar nada no computador.
Então, se você quiser testar, vá nos links que deixei acima, e depois volte aqui e me de um retorno do que achou de cada um, e qual você escolhe.