Cuidados na Prevenção e Tratamento de Feridas – Parte 06

As úlceras diabéticas são classificadas quanto a sua origem podendo ser térmica (aplicação de calor local, andar descalço), química (agentes cáusticos) ou traumática (corpo estranho, corte de unha, esparadrapo).


Estas lesões são desencadeadas por uma tríade de patologias bastante clássica que envolve a Neuropatia (autonômica, sensorial e motora), Doença Vascular Periférica e Infecções.

Comparação entre os sinais de neuropatia periférica e doença vascular periférica no pé de pessoas diabéticas:

Sinal/Sintoma

Úlcera Neuropática

Úlcera Isquêmica

Deformidade do pé

Presente como dedo em forma de garra, de martelo, pé de Charcot ou outros

Não está presente

Temperatura da pele do pé

Quente

Fria

Coloração do pé

Normal

Descorado quando elevado ou cianótico

Unhas

Atrofiadas

Atrofiadas

Pulsos pediais

Presentes

Ausentes ou reduzidos. API <0,9

Dor

Ausente

Presente, aliviando-se quando se coloca as pernas para baixo

Formação de calos

Presente, principalmente na superfície plantar

Ausente

Local da úlcera

Geralmente na superfície plantar

Geralmente nos dedos e em torno das extremidades do pé

O paciente diabético deverá ser avaliado através dos seguintes métodos:

DISFUNÇÕES SENSORIAIS OBJETIVAS

  • Teste de sensibilidade vibratória através da utilização do diapasão na região plantar.
  • Teste de sensibilidade térmica.
  • Teste de sensibilidade táctil e dolorosa – utilização dos monofilamentos

DISFUNÇÕES SENSORIAIS SUBJETIVAS

  • Dor (noturna, esporádica, cede espontaneamente)
  • Parestesia
  • Sensação de picadas e queimação

DISFUNÇÕES MOTORAS

  • Deformidade nos pés
  • Pé de Charcot

DISFUNÇÃO DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO

  • Hipotensão postural
  • usência de sinais adrenérgicos de hipoglicemia
  • MMII com pele seca, fina e fissurada

ALTERAÇÕES CIRCULATÓRIAS PERIFÉRICAS

Após esta avaliação minuciosa o paciente será classificado como:

  • Grau 0 – Pé de risco
  • Grau 1 – Úlcera superficial, não infectada clinicamente
  • Grau 2 – Úlcera mais profunda, geralmente infectada, sem osteomielite
  • Grau 3 – Úlcera mais profunda, geralmente infectada, com osteomielite
  • Grau 4 – Gangrena localizada (dedo, ante-pé ou calcanhar)
  • Grau 5 – Gangrena em todo o pé

0-3 Predominantemente neuropáticas

4-5 Isquemia é o fator principal

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Artigos relacionados:

  1. Cuidados Na Prevenção e Tratamento De Feridas – Parte 07 O tratamento do paciente portador de pé diabético com ulceração...
  2. Cuidados na Prevenção e Tratamento de Feridas – Parte 01 Este é início de uma série de artigos sobre assuntos...
  3. Cuidados na Prevenção e Tratamento de Feridas – Parte 04 A capacidade de fazer uma avaliação adequada de uma ferida...
  4. Cuidados na Prevenção e Tratamento de Feridas – Parte 05 Feridas Agudas e Crônicas Ferida Cirúrgica Conceito: Em sua essência...
  5. Cuidados na Prevenção e Tratamento de Feridas – Parte 03 A última fase do processo cicatricial é a fase de...
  6. Cuidados na Prevenção e Tratamento de Feridas – Parte 02 A fase inflamatória é essencial na cicatrização, pois tem como...
  7. Cuidados na Prevenção e Tratamento de Feridas – Parte 08 Úlceras Vasculogênicas são lesões crônicas que ocorrem na parte inferior...
  8. Cuidados na Prevenção e Tratamento de Feridas – Parte 10 ÚLCERAS DE PRESSÃO A úlcera de pressão é: “uma área...
  9. Cuidados na Prevenção e Tratamento de Feridas – Parte 09 ÚLCERA ARTERIAL A úlcera arterial é resultante da hipóxia tecidual...
  10. Cuidados na Prevenção e Tratamento de Feridas – Parte Final As localizações mais comuns para as Ulceras de Pressão (UP)...

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

  • Facebook
  • Flickr
  • YouTube