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	<title>Desconstruindo... &#187; Budismo</title>
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		<title>Os 10 Mundos do Budismo</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 21:10:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Flickr Os 10 Mundos do Budismo http://vidaemharmonia.blogspot.com Por Gabriel Meissner Das religiões orientais, o budismo é uma das que mais tem contribuído para o entendimento da mente, do sofrimento e da busca da felicidade. Por este motivo, a psicologia budista tem sido cada vez estudada inclusive por psicólogos ocidentais, especialmente pela psicologia transpessoal. Um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Budha . por GlossyEye, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/glossyboy/3952015830/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2556/3952015830_289aed30c2.jpg" alt="Budha ." width="338" height="500" /></a><br />
Fonte: <a href="http://www.flickr.com/photos/glossyboy/3952015830/">Flickr</a></p>
<p><strong>Os 10 Mundos do Budismo</strong></p>
<p><a href="http://vidaemharmonia.blogspot.com/" target="_blank">http://vidaemharmonia.blogspot.com</a></p>
<p><em>Por Gabriel Meissner</em></p>
<p>Das religiões orientais, o budismo é uma das que mais tem contribuído para o entendimento da mente, do sofrimento e da busca da felicidade.<br />
Por este motivo, a psicologia budista tem sido cada vez estudada inclusive por psicólogos ocidentais, especialmente pela psicologia transpessoal.</p>
<p>Um dos conceitos mais interessantes da psicologia budista são os 10 Mundos. Os 10 mundos resumem os 10 estados mentais que uma pessoa pode experimentar na vida, como sensações subjetivas que resultam do choque do ego com os acontecimentos da vida. O estudo dos dez mundos amplia a compressão que temos de nós mesmos e de nossa busca por crescimento interior.</p>
<p>Todos os 10 estados possuem o seu lado positivo e negativo, com exceção do Estado de Buda, o único exclusivamente positivo. Podemos<br />
vivê-los todos no curso de nossas vidas – e mesmo no decorrer de um único dia – em ambos os lados.</p>
<p>A seguir, cada um deles está explicado resumidamente.</p>
<p><strong>Inferno</strong><br />
Este é o estado da miséria e do sofrimento. Predominam sentimentos de medo, pesar, raiva destrutiva ou depressão. Sofrimento e desespero<br />
extremos. O indivíduo sente-se preso às circunstâncias de sua vida. O impulso de raiva traz destruição para si mesmo e para os seus semelhantes.<br />
O lado positivo deste estado é o de que, uma vez tendo vivido nele, esta experiência sustenta um desejo de melhorar as suas condições de<br />
vida, interiores e exteriores. Como resultado, surge a empatia, ou a compressão do sofrimento dos outros.</p>
<p><strong>Fome</strong><br />
Aqui, o indivíduo é dominado pelos seus desejos e paixões, físicos ou mentais. São desejos egoístas e ilimitados de riqueza, fama e prazer,<br />
que nunca se consegue saciar. Provavelmente, dos 10 estados, é o mais estimulado pela nossa cultura ocidental consumista.<br />
No seu aspecto positivo, o estado de fome é a motivação que temos para melhorar uma situação. É a motivação de pessoas que, como Gandhi,<br />
lutaram durante anos sem esmorecer pela realização de um projeto de paz.</p>
<p><strong>Animalidade</strong><br />
O mundo da animalidade é aquele em o comportamento se torna puramente instintivo, faltando o uso da razão, sem a sabedoria para controlar a<br />
si mesmo. Neste estado, temem-se aqueles que parecem mais fortes e abusam-se dos que parecem mais fracos. É &#8220;a lei da selva.&#8221;<br />
O lado positivo deste estado são os instintos de proteção e preservação de si mesmo e dos outros.</p>
<p><strong>Ira</strong><br />
Sensação de ser superior aos outros e desejo de demonstrar esta superioridade. Há agressividade e conflito com os outros. É um estado<br />
egóico em que só se consegue olhar para si mesmo, sendo auto-centrado e auto-referente.<br />
Quando positivo, neste estado há a ira contra a injustiça, a paixão e a motivação de lutar contra comportamentos autoritários. Novamente, um<br />
bom exemplo aqui é Gandhi, assim como Martin Luther King e outros grandes líderes que figuraram pela luta contra a injustiça.</p>
<p><strong>Tranquilidade</strong><br />
Constante inatividade, preguiça e passividade. Não há vontade para se concretizar projetos e cumprir com suas tarefas.<br />
No lado positivo, ao invés de passivos, estamos em paz, calmos e razoáveis. Aproveitamos este estado para restaurar as nossas energias,<br />
o que diversas vezes é necessário para que se volte à atividade produtiva.</p>
<p><strong>Alegria</strong><br />
É a condição de contentamento e alegria que se sente quando nos libertamos de um sofrimento ou satisfazemos algum desejo. É um<br />
sentimento fugaz, que acaba rapidamente e, ao acabar, transforma-se com facilidade no estado de inferno ou fome.<br />
Olhando o lado positivo deste mundo, precisamos dele, de suas felicidades impermanentes e fugazes, pois são necessárias ao nosso<br />
equilíbrio psíquico. Porém, o apego a estas experiências levará à imaturidade e ao desapego. Pessoas viciadas em drogas estão<br />
permanentemente à busca de prazeres fugazes.</p>
<p>Os primeiros seis estados, ou mundos, do Inferno à Alegria, caracterizam-se por impulsos ou desejos e são muito vulneráveis às<br />
inconstâncias da vida. Eles podem ser vividos por todas as pessoas sem qualquer esforço. De fato, sem esforço pelo seu auto-desenvolvimento,<br />
estes são os únicos estados em que uma pessoa pode viver, alternando entre um e outro.</p>
<p>Já os próximos 4 estados de vida, não são tão vulneráveis à impermanência e, portanto, à infelicidade. Porém, eles exigem esforço para serem vividos. Esforço pelo auto-conhecimento e pelo desenvolvimento interior, o que requer paciência, tenacidade e concentração.</p>
<p><strong>Erudição</strong><br />
Aqui, o indivíduo busca o aprendizado sobre si mesmo e sobre a vida, através do estudo com professores e com o conhecimento já existente no<br />
mundo. Empenha-se em conquistar um estado de contentamento e estabilidade duradoura por meio da auto-reforma e do desenvolvimento.<br />
Embora primordialmente positivo, também pode levar ao auto-centramento e à separação dos outros.</p>
<p><strong>Absorção</strong><br />
Diferentemente do estado de erudição, no estado de absorção o empenho pela auto-reforma não se dá através do estudo das realizações de seus<br />
predecessores. Ao contrário, a sabedoria é obtida através de suas próprias observações e experiências, que levam ao entendimento de um<br />
aspecto da vida.</p>
<p>Novamente, este estado pode levar ao auto-centramento e à tendência de usar o intelecto, mais do que a sabedoria, para resolver problemas.</p>
<p><strong>Boddhisatva</strong><br />
Neste contexto, Boddhisatva significa uma pessoa que busca a iluminação para si mesmo e para os outros.<br />
No aspecto positivo, há devoção pela felicidade dos outros. Um exemplo notório do lado positivo deste estado é a Madre Tereza de Calcutá.</p>
<p>Porém, facilmente este estado pode se converter em arrogância no caso das pessoas que se sentem superiores àqueles que ajudam e que tentam<br />
ajudar sem prestar atenção às reais necessidades das pessoas ajudadas.<br />
É comum notar este estado em muitos que decidem trabalhar voluntariamente com caridade.</p>
<p><strong>Buda</strong><br />
Neste estado, a pessoa despertou para a verdadeira natureza da vida e vivencia felicidade e liberdade ilimitadas. Sua alegria é indestrutível, sua sabedoria ilimitada, bem como sua coragem, compaixão, criatividade e força vital.<br />
Este estado é o único que só pode ser vivenciado positivamente e sua função é fazer emergir o lado positivo dos outros nove mundos.</p>
<p>Acredito ser razoável relacionar estes 10 estados de vida, de acordo com o budismo, com os Cinco Princípios do Reiki, mesmo porque o<br />
fundador do Reiki, Mikao Usui, era monge budista. De certa forma, viver os Cinco Princípios é um caminho para se elevar o próprio Estado<br />
de Buda, o qual, como se disse, faz emergir o lado positivo dos outros estados.</p>
<p>Quer estejamos trabalhando com o conceito de 10 mundos, quer estejamos trabalhando em seguir os 5 Princípios, ambos os trabalhos exigem de<br />
nós esforço, paciência e, principalmente, auto-observação. Esta auto-observação, que pode ser impulsionada pela prática da meditação, pela psicoterapia e por qualquer outra forma de interiorização, é sempre a responsável pelo crescimento interior. É preciso aprender a ver a vida de dentro para fora se quisermos nos tornar indivíduos conscientes e manifestar todo o potencial que carregamos dentro de nós desde que  nascemos.</p>
<p>Que a sua vida seja repleta de esforço pelo auto-conhecimento, desenvolvimento pessoal e felicidade!</p>
<p><strong>Fonte</strong>: <a href="http://vidaemharmonia.blogspot.com/" target="_blank">http://vidaemharmonia.blogspot.com</a></p>
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		<title>Os 10 Mundos do Budismo</title>
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		<comments>http://desconstruindo.com.br/os-10-mundos-do-budismo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 13:18:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Adaptado do texto de Gabriel Meissner, http://www.vidaemharmonia.blogspot.com Das religiões orientais, o budismo é uma das que mais tem contribuído para o entendimento da mente, do sofrimento e da busca da felicidade. Por este motivo, a psicologia budista tem sido cada vez estudada inclusive por psicólogos ocidentais, especialmente pela psicologia transpessoal. Um dos conceitos mais interessantes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { so-language: zxx } --></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Adaptado do texto de Gabriel Meissner, <a href="http://wwwvidaemharmonia.blogspot.com/">http://www.vidaemharmonia.blogspot.com</a></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
Das religiões orientais, o budismo é uma das que mais tem contribuído para o entendimento da mente, do sofrimento e da busca da felicidade.<br />
Por este motivo, a psicologia budista tem sido cada vez estudada inclusive por psicólogos ocidentais, especialmente pela psicologia transpessoal.<br />
Um dos conceitos mais interessantes da psicologia budista são os 10 Mundos. Os 10 mundos resumem os 10 estados mentais que uma pessoa pode experimentar na vida, como sensações subjetivas que resultam do choque do ego com os acontecimentos da vida. O estudo dos dez mundos amplia a compressão que temos de nós mesmos e de nossa busca por crescimento interior.<br />
Todos os 10 estados possuem o seu lado positivo e negativo, com exceção do Estado de Buda, o único exclusivamente positivo. Podemos vivê-los todos no curso de nossas vidas – e mesmo no decorrer de um único dia – em ambos os lados.<br />
A seguir, cada um deles está explicado resumidamente.</p>
<p><strong>Inferno</strong><br />
Este é o estado da miséria e do sofrimento. Predominam sentimentos de medo, pesar, raiva destrutiva ou depressão. Sofrimento e desespero extremos. O indivíduo sente-se preso às circunstâncias de sua vida. O impulso de raiva traz destruição para si mesmo e para os seus semelhantes.<br />
O lado positivo deste estado é o de que, uma vez tendo vivido nele, esta experiência sustenta um desejo de melhorar as suas condições de vida, interiores e exteriores. Como resultado, surge a empatia, ou a compreensão do sofrimento dos outros.</p>
<p><strong>Fome</strong><br />
Aqui, o indivíduo é dominado pelos seus desejos e paixões, físicos ou mentais. São desejos egoístas e ilimitados de riqueza, fama e prazer, que nunca se consegue saciar. Provavelmente, dos 10 estados, é o mais estimulado pela nossa cultura ocidental consumista.<br />
No seu aspecto positivo, o estado de fome é a motivação que temos para melhorar uma situação. É a motivação de pessoas que, como Gandhi, lutaram durante anos sem esmorecer pela realização de um projeto de paz.</p>
<p><strong>Animalidade</strong><br />
O mundo da animalidade é aquele em o comportamento se torna puramente instintivo, faltando o uso da razão, sem a sabedoria para controlar a si mesmo. Neste estado, temem-se aqueles que parecem mais fortes e abusam-se dos que parecem mais fracos. É &#8220;a lei da selva.&#8221;<br />
O lado positivo deste estado são os instintos de proteção e preservação de si mesmo e dos outros.</p>
<p><strong>Ira</strong><br />
Sensação de ser superior aos outros e desejo de demonstrar esta superioridade. Há agressividade e conflito com os outros. É um estado egoista em que só se consegue olhar para si mesmo, sendo auto-centrado e auto-referente.<br />
Quando positivo, neste estado há a ira contra a injustiça, a paixão e a motivação de lutar contra comportamentos autoritários. Novamente, um bom exemplo aqui é Gandhi, assim como Martin Luther King e outros grandes líderes que figuraram pela luta contra a injustiça.</p>
<p><strong>Tranquilidade</strong><br />
Constante inatividade, preguiça e passividade. Não há vontade para se concretizar projetos e cumprir com suas tarefas.<br />
No lado positivo, ao invés de passivos, estamos em paz, calmos e razoáveis. Aproveitamos este estado para restaurar as nossas energias, o que diversas vezes é necessário para que se volte à atividade produtiva.</p>
<p><strong>Alegria</strong><br />
É a condição de contentamento e alegria que se sente quando nos libertamos de um sofrimento ou satisfazemos algum desejo. É um sentimento fugaz, que acaba rapidamente e, ao acabar, transforma-se com facilidade no estado de inferno ou fome.<br />
Olhando o lado positivo deste mundo, precisamos dele, de suas felicidades impermanentes e fugazes, pois são necessárias ao nosso equilíbrio psíquico. Porém, o apego a estas experiências levará à imaturidade e ao desapego. Pessoas viciadas em drogas estão permanentemente à busca de prazeres fugazes.</p>
<p>Os primeiros seis estados, ou mundos, do Inferno à Alegria, caracterizam-se por impulsos ou desejos e são muito vulneráveis às inconstâncias da vida. Eles podem ser vividos por todas as pessoas sem qualquer esforço. De fato, sem esforço pelo seu auto-desenvolvimento, estes são os únicos estados em que uma pessoa pode viver, alternando entre um e outro.<br />
Já os próximos 4 estados de vida, não são tão vulneráveis à impermanência e, portanto, à infelicidade. Porém, eles exigem esforço para serem vividos. Esforço pelo auto-conhecimento e pelo desenvolvimento interior, o que requer paciência, tenacidade e concentração.</p>
<p><strong>Erudição</strong><br />
Aqui, o indivíduo busca o aprendizado sobre si mesmo e sobre a vida, através do estudo com professores e com o conhecimento já existente no mundo. Empenha-se em conquistar um estado de contentamento e estabilidade duradoura por meio da auto-reforma e do desenvolvimento.<br />
Embora primordialmente positivo, também pode levar ao auto-centramento e à separação dos outros.</p>
<p><strong>Absorção</strong><br />
Diferentemente do estado de erudição, no estado de absorção o empenho pela auto-reforma não se dá através do estudo das realizações de seus predecessores. Ao contrário, a sabedoria é obtida através de suas próprias observações e experiências, que levam ao entendimento de um aspecto da vida.<br />
Novamente, este estado pode levar ao auto-centramento e à tendência de usar o intelecto, mais do que a sabedoria, para resolver problemas.</p>
<p><strong>Boddhisatva</strong><br />
Neste contexto, Boddhisatva significa uma pessoa que busca a iluminação para si mesmo e para os outros.<br />
No aspecto positivo, há devoção pela felicidade dos outros. Um exemplo notório do lado positivo deste estado é a Madre Tereza de Calcutá.<br />
Porém, facilmente este estado pode se converter em arrogância no caso das pessoas que se sentem superiores àqueles que ajudam e que tentam ajudar sem prestar atenção às reais necessidades das pessoas ajudadas.<br />
É comum notar este estado em muitos que decidem trabalhar voluntariamente com caridade.</p>
<p><strong>Buda</strong><br />
Neste estado, a pessoa despertou para a verdadeira natureza da vida e vivencia felicidade e liberdade ilimitadas. Sua alegria é indestrutível, sua sabedoria ilimitada, bem como sua coragem, compaixão, criatividade e força vital.<br />
Este estado é o único que só pode ser vivenciado positivamente e sua função é fazer emergir o lado positivo dos outros nove mundos.</p>
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		<title>O que é a Atenção Plena?</title>
		<link>http://desconstruindo.com.br/o-que-e-a-atencao-plena/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 15:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção Plena]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Orientalismos]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[A Atenção Plena faz parte do Nobre Caminho Óctuplo, que é composto de oito atitudes que devemos aplicar em nossa vida diária, no intuito de quebrarmos a roda da geração de sofrimento e fazermos com que o sofrimento em nossa vida cesse. O Nobre Caminho Óctuplo é composto pela Compreensão Correta, o Pensamento Correto, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="peace Budha por goochyz, no Flickr" href="http://farm1.static.flickr.com/201/501640221_d4873674db.jpg"><img src="http://farm1.static.flickr.com/201/501640221_d4873674db.jpg" alt="peace Budha" width="375" height="500" /></a></p>
<p>A Atenção Plena faz parte do Nobre Caminho Óctuplo, que é composto de oito atitudes que devemos aplicar em nossa vida diária, no intuito de quebrarmos a roda da geração de sofrimento e fazermos com que o sofrimento em nossa vida cesse.<br />
O Nobre Caminho Óctuplo é composto pela Compreensão Correta, o Pensamento Correto, a Fala Correta, a Ação Correta, o Meio de Vida Correto, o Esforço Correto, a Atenção Plena Correta e a Concentração Correta.<br />
Todos os oito elementos do Nobre Caminho interagem entre si, e normalmente começa-se a estudá-los pela Compreensão Correta, seguido pelo Pensamento Correto, a Fala Correta, a Ação Correta, o Meio de Vida Correto, o Esforço Correto, a Atenção Plena Correta e a Concentração Correta. Acontece que, independente de qual parte se começa a estudar e praticar primeiro, ela invariavelmente leva ao estudo da próxima parte, até completarmos todas as oito partes.<br />
Sob o meu ponto de vista, não existe uma parte do Nobre Caminho Óctuplo que seja mais simples ou mais fácil de compreender do que a outra, e como todas interagem entre si, podemos começar por qualquer uma.<br />
A Atenção Plena Correta esta sempre no âmago de todos os ensinamentos de Buda. Quando a Atenção Plena Correta esta presente, tanto as Quatro Nobres Verdades quanto os outros sete elementos do Nobre Caminho Óctuplo se fazem presentes. Quando estamos conscientes, nosso pensar é o Pensamento Correto e o falar, a Fala Correta, e assim por diante.<br />
Estamos, na maior parte do tempo, com a nossa mente ou no passado, relembrando fatos já ocorridos e sobre os quais não temos mais poder, ou no futuro, planejando o que iremos fazer quando estivermos sob esta ou aquela situação. Raramente estamos no presente. A Atenção Plena é a energia que nos traz de volta para o momento presente, nos libertando da ilusão do passado, que já foi, e da ilusão do futuro, que ainda não aconteceu e pode ser alterado a qualquer instante.</p>
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		<item>
		<title>Organização pessoal e Atenção Plena</title>
		<link>http://desconstruindo.com.br/organizacaoeatencaoplena/</link>
		<comments>http://desconstruindo.com.br/organizacaoeatencaoplena/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 18:54:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção Plena]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[organização pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[ORGANIZAÇÃO PESSOAL E ATENÇÃO PLENA Atualmente, como simpatizante do budismo, venho tentando aplicar seus ensinamentos no cotidiano. Tenho que confessar que não é fácil. Alguns ensinamentos, como a “Atenção Plena”, para um ocidental acostumado com a correria do dia a dia, onde normalmente estamos executando uma tarefa pensando na próxima a ser executada, ou então [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Budha_Hands por giga2, no Flickr" href="http://farm1.static.flickr.com/23/34272723_26f81788be.jpg"><img src="http://farm1.static.flickr.com/23/34272723_26f81788be.jpg" alt="Budha_Hands" width="500" height="375" /></a></p>
<p><strong>ORGANIZAÇÃO PESSOAL E ATENÇÃO PLENA</strong></p>
<p>Atualmente, como simpatizante do budismo, venho tentando aplicar seus ensinamentos no cotidiano. Tenho que confessar que não é fácil. Alguns ensinamentos, como a “Atenção Plena”, para um ocidental acostumado com a correria do dia a dia, onde normalmente estamos executando uma tarefa pensando na próxima a ser executada, ou então estamos fazendo duas ou três coisas ao mesmo tempo, para treinar a Atenção Plena às vezes precisamos lançar mão de alguns recursos. Após alguns testes com o G.T.D. (método interessante, mas para as minhas necessidades não serviu) resolvi por em prática algo extremamente simples, mas que me tem sido de extrema valia no treinamento da Atenção Plena: a lista Coisas a Fazer. Como disse, é um método simples, veja:</p>
<p>1.Tenho sempre comigo um bloco de anotações e uma caneta. Cada vez que identifico uma tarefa a ser cumprida como, por exemplo, procurar imagens para ilustrar este artigo, eu anoto na lista. O hábito de carregar um bloco de anotações (ou uma agenda) também é muito útil quando você tem uma excelente ideia, pois você terá ao alcance da mão, onde anotá-la.</p>
<p>2.Estou sempre revisando minha lista, para identificar quais as tarefas mais importantes do momento. Para isso, eu adotei o símbolo + , que uso para marcar todas as tarefas que julgo serem mais importantes na lista.</p>
<p>3.Só depois de marcar as tarefas mais importantes é que eu começo a executá-las. Uma de cada vez. Procuro sempre me concentrar o máximo possível na tarefa que estou executando no momento, praticando assim a Atenção Plena nesta tarefa. Depois de concluída, pego a lista, risco a tarefa concluída, revejo as tarefas marcadas com o sinal de + e início outra.</p>
<p>4.Quando termino todas as tarefas marcadas com o + eu começo a executar as tarefas que não estão marcadas, sempre do início da lista até o fim, para evitar o risco de deixar alguma tarefa para trás.</p>
<p>5.Se, por algum motivo, eu começar uma tarefa e não conseguir terminar, risco a tarefa da lista e acrescento no final da lista com um aviso “Terminar”. Depois que adotei este método, consegui aumentar bastante a minha produtividade, sem contar que é um auxiliar valioso na prática da atenção plena.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Como viver (e se tornar uma pessoa) melhor nos próximos 21 dias</title>
		<link>http://desconstruindo.com.br/como-viver-e-se-tornar-uma-pessoa-melhor/</link>
		<comments>http://desconstruindo.com.br/como-viver-e-se-tornar-uma-pessoa-melhor/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 08:53:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Meditação]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>

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		<description><![CDATA[É muito simples. Nas próximas três semanas, leia e siga todo dia o roteiro abaixo: a. Medite todos os dias. Medite do jeito que você quiser, apenas medite. Comece devagar, com apenas 15 minutos, tentando prestar atenção somente na sua respiração. Pratique da seguinte forma: sente-se com a coluna reta, feche os olhos de forma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a title="over red budha por nilly oren, no Flickr" href="http://farm1.static.flickr.com/11/92668918_23bd9a111e.jpg"><img title="Budha" src="http://farm1.static.flickr.com/11/92668918_23bd9a111e.jpg" alt="over red budha" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Budha</p></div>
<p>É muito simples.</p>
<p>Nas próximas três semanas, leia e siga todo dia o roteiro abaixo:</p>
<p><strong>a. </strong>Medite todos os dias. <em>Medite do jeito que você quiser, apenas medite. Comece devagar, com apenas 15 minutos, tentando prestar atenção somente na sua respiração. Pratique da seguinte forma: sente-se com a coluna reta, feche os olhos de forma relaxada e apenas concentre-se na sua respiração, no movimento do ar entrando e saindo do seu corpo.</em></p>
<p><strong>b. </strong>Entenda que, se há sofrimento, é porque a vida não está fluindo. Se a vida está fora de equilíbrio, é porque você não está vivendo o momento presente e está cultivando o apego ou a aversão. <em>Cultivar o apego é um dos venenos para a nossa vida. Não conseguimos fazer a vida fluir quando cultivamos o apego, da mesma forma que a vida não flui quando temos aversão por tudo. Procure não se apegar a nada e nem desenvolver aversão a nada. É um exercício difícil, mas não impossível de ser obtido.</em></p>
<p><strong>c. </strong>Esteja sempre com o momento presente. O momento em que se quer ou não quer é o momento em que você deixa o agora, o momento presente, e aí, então, isso leva ao sofrimento. <em>Estar com o momento presente significa concentrar-se apenas no que esta fazendo no momento. Significa que, se você esta lavando pratos, concentre-se em lavar os pratos, e não nos problemas que terá de resolver depois.</em></p>
<p><strong>d. </strong>Liberte-se do apego ao ‘eu quero’ ou ‘eu não quero’.<em> Querer ou não querer algo é cultivar o apego ou a aversão. Lembre-se do item <strong>B</strong>, não podemos cultivar o apego, pois nada nos pertence verdadeiramente. Leia o resumo do Caminho Óctuplo logo abaixo e tente seguí-lo.<br />
</em></p>
<p><strong>e. </strong>Trilhe o Nobre Caminho Óctuplo diariamente:</p>
<p><strong>i. Ação apropriada:</strong> Fazer aos outros aquilo que gostaria que fizessem a mim mesmo.</p>
<p><strong>ii. Linguagem apropriada:</strong> falar apenas a verdade e em conversas que causem harmonia. Jamais reclamar.</p>
<p><strong>iii. Pensamento apropriado:</strong> manter os pensamentos positivos e substituir os negativos. Nem em pensamento pode-se reclamar ou adulterar.</p>
<p><strong>iv. Compreensão apropriada:</strong></p>
<ol>
<li>Compreender as três características da existência: Tudo é impermanente. E tudo o que é impermanente é sujeito ao sofrimento e mudança. Dessa forma, não se pode dizer “isto pertence a mim”.</li>
<li>Compreender as ações meritórias (a ação apropriada, a palavra apropriada e o pensamento apropriado) e a raiz dessas ações: renúncia, desapego, boa vontade, benevolência, generosidade, moralidade, meditação, reverência, gratidão, respeito, altruísmo, transferência de mérito, alegria pelo sucesso alheio, ter corretos ponto de vista e compreensão.</li>
<li>Compreender as ações demeritórias (Pelo corpo: matar, roubar e explorar, adultério, ingerir tóxicos e bebidas alcoólicas. Pelo verbo: mentir e caluniar, levar e trazer conversas, palavras pesadas, duras e ofensivas, tagarelice e conversas frívolas. Pela mente: cobiça-egoísmo, vaidade, má vontade, ódio e raiva, errôneos pontos de vista) e a raiz dessas ações: cobiça, ódio, ilusão, ignorância, egoísmo.</li>
</ol>
<p><strong>v. Meio de Vida apropriado:</strong> profissão honesta e sem exploração</p>
<p><strong>vi. Esforço apropriado: </strong>reagir apenas na medida do necessário, resolvendo o problema e voltando ao estado normal. Mente clara como a água.</p>
<p><strong>vii. Vigilância apropriada:</strong> prestar atenção com o corpo, com a respiração, com as sensações, com os pensamentos e com os sentimentos.</p>
<p><strong>viii. Concentração apropriada:</strong> Mente voltada para um único ponto, desapegada dos desejos e livre das aversões.</p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=7276e30b-eb3f-830c-8cd1-637ab318d2a0" alt="" /></div>
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		<title>Semelhança entre os Ensinamentos de Buda e Jesus</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 14:44:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[buda]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o século passado que estudiosos apontam as surpreendentes semelhanças entre os ensinamentos de Buda e Jesus. É como se Deus tivesse posto duas vertentes de uma mesma fonte adequadamente apropriadas para o mundo Ocidental e Oriental. Vê alguns exemplos: Buda: É mais fácil ver os erros dos outros que os próprios; é muito difícil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="La immensitat de Buda / Amida Buddha por SBA73, no Flickr" href="http://farm4.static.flickr.com/3078/2555070615_afacb08da6.jpg"><img class="alignnone" src="http://farm4.static.flickr.com/3078/2555070615_afacb08da6.jpg" alt="La immensitat de Buda / Amida Buddha" width="139" height="113" /></a></p>
<p><a title="Jesus from the Deesis Mosaic por jakebouma, no Flickr" href="http://farm1.static.flickr.com/36/105101264_00b81e50e4.jpg"><img class="alignnone" src="http://farm1.static.flickr.com/36/105101264_00b81e50e4.jpg" alt="Jesus from the Deesis Mosaic" width="205" height="300" /></a></p>
<p>Desde o século passado que estudiosos apontam as surpreendentes semelhanças entre os ensinamentos de <strong>Buda</strong> e <strong>Jesus</strong>. É como se Deus tivesse posto duas vertentes de uma mesma fonte adequadamente apropriadas para o mundo Ocidental e Oriental.</p>
<p>Vê alguns exemplos:<br />
<strong>Buda</strong>: É mais fácil ver os erros dos outros que os próprios; é muito difícil enxergar os próprios defeitos. Espalham-se os defeitos dos outros como palha ao vento, mas escondem-se os próprios erros como um jogador trapaceiro”<br />
<strong>Jesus</strong>: Por que olhas o cisco no olho de teu irmão e não vês a trave no teu? Como ousas dizer a teu irmão: deixa-me tirar o cisco de teu olho, pois sei corrigir o teu erro de visão? Hipócrita, tira primeiro o engano da tua visão, e só então poderás tirar o cisco do teu companheiro”.</p>
<p><strong>Buda</strong>: “Não importa o que um homem faça, se seus actos servem à virtude ou ao vício, tudo é importante. Toda acção acarreta frutos”<br />
<strong>Jesus</strong>: “Não pode a árvore boa dar maus frutos, nem a árvore má dar bons frutos. Porventura colhem-se figos de espinheiros ou ervas de urtigas? Toda árvore se conhece pelos frutos”.</p>
<p><strong>Buda</strong>: A pessoa má fala com falsidade, acorrentando os pensamentos às palavras. Aquele que fala mal e rejeita o que é verdadeiramente justo não é sábio”.<br />
<strong>Jesus</strong>: O homem bom tira coisas boas do tesouro do coração, e o mau retira coisas más, pois a boca fala do que está cheio o coração”.</p>
<p><strong>Buda</strong>: Assim como a chuva penetra numa casa mal coberta, também a paixão invade uma mente dispersa. Assim como a chuva não penetra numa casa bem coberta, igualmente a paixão não invade uma mente bem formada”.<br />
<strong>Jesus</strong>: Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como um homem que construiu uma casa sobre a rocha. Caiu a chuva, uma torrente se abateu sobre a casa, mas ela não caiu, pois estava fundada sobre a rocha. Mas aquele que ouve as minhas palavras mas não as pratica é semelhante a um homem que construiu sua casa na areia. Veio a chuva, a torrente se abateu sobre ela, e ela desabou. E foi grande a sua ruína”.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Verdadeiro Tesouro</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 16:44:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Koans Zen-Budistas]]></category>
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		<description><![CDATA[Fonte: Flickr Bodhidharma, nascido em Sri Lanka uns 500 anos depois de Jesus Cristo, era o 3º filho do rei dessa região indiana. Aos 8 anos de idade podia-se afirmar que ele já tinha o satori. Eis aqui por quê: Um dia, seu mestre, um monge muito ilustre chamado Hannya Tara, recebeu do rei uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Bodhidharma por Infinite Jeff, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/infinitejeff/20063848/"><img src="http://farm1.static.flickr.com/17/20063848_15088ce452.jpg" alt="Bodhidharma" width="500" height="375" /></a></p>
<p><em>Fonte: <a href="http://www.flickr.com/photos/infinitejeff/">Flickr</a></em></p>
<p>Bodhidharma, nascido em Sri Lanka uns 500 anos depois de Jesus Cristo, era o 3º filho do rei dessa região indiana. Aos 8 anos de idade podia-se afirmar que ele já tinha o satori. Eis aqui por quê:<br />
Um dia, seu mestre, um monge muito ilustre chamado Hannya Tara, recebeu do rei uma pedra de valor inestimável.<br />
O mestre perguntou aos 3 príncipes:<br />
- Conheceis alguma coisa mais valiosa do que esta pedra em nosso mundo?<br />
O príncipe mais velho respondeu:<br />
- Somente vós, mestre, recebeste esse presente; estais de posse do mais belo tesouro da terra.<br />
O 2º príncipe respondeu igualmente:<br />
- Ainda que busquemos toda a nossa vida, não poderemos encontrar em nosso mundo uma pedra que se lhe compare.<br />
Bodhidharma, que tinha então 8 anos, disse por sua vez:<br />
- É um verdadeiro tesouro, um tesouro inestimável, mas é um tesouro deste mundo, um tesouro vulgar. Por isso mesmo penso que a nossa verdadeira sabedoria tem grande valor. Compreender o valor deste tesouro é igualmente uma forma de sabedoria; não obstante, tal sabedoria carece de profundidade; compreender o que o diamente é uma pedra preciosíssima, de valor muito maior que um caco de vidro, é sabedoria social.<br />
E Bodhidharma rematou:<br />
- A verdadeira sabedoria consiste em compreender-nos a nós mesmos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Sabor do Zen</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 16:46:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Koans Zen-Budistas]]></category>
		<category><![CDATA[contos e koans zen-budistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Fonte: Flickr Minagawa Shunzaemon, célebre poeta muito apegado à rima e adepto do zen, ouviu falar num famoso mestre zen, Ikkyu, chefe do templo de Daitoku-ji, situado na região dos campos violeta. Desejando tornar-se seu discípulo, foi visitá-lo. À entrada do templo, entabularam o diálogo. Ikkyu perguntou: - Quem és tu? - Um budista &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="The Old Tree por ~jjjohn~, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/jjjohn/2112182631/"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2415/2112182631_3bd524affc.jpg" alt="The Old Tree" width="500" height="333" /></a></p>
<p><em>Fonte: <a href="http://www.flickr.com/photos/jjjohn/">Flickr</a></em></p>
<p>Minagawa Shunzaemon, célebre poeta muito apegado à rima e adepto do zen, ouviu falar num famoso mestre zen, Ikkyu, chefe do templo de Daitoku-ji, situado na região dos campos violeta. Desejando tornar-se seu discípulo, foi visitá-lo. À entrada do templo, entabularam o diálogo.<br />
Ikkyu perguntou:<br />
- Quem és tu?<br />
- Um budista &#8211; respondeu Minagawa<br />
- De onde vens?<br />
- Da vossa província&#8230;<br />
- Ah!&#8230; E que tem acontecido ali nos últimos dias?<br />
- Os corvos crocitam, os pardais chilream.<br />
- E onde crês estar agora?<br />
- Nos campos violeta.<br />
- Por quê?<br />
- As flores, essas glórias da manhã&#8230; o áster, o crisântemo, o açafrão&#8230;<br />
- E quando murcham?<br />
- É Myiagino (campo decantado pela beleza das flores de outono)<br />
- Que acontece nesses campos?<br />
- Ali flui o rio, varrido pelo vento.<br />
Estupefato ao ouvir tais palavras, que tinham o sabor do zen, Ikkyu levou-o para seu quarto e ofereceu-lhe chá. Em seguida compôs, de improviso, os seguintes versos:&#8221; Um prato delicado eu quisera te dar,<br />
Mas ai de mim, o zen nada pode ofertar&#8230;&#8221;</p>
<p>Respondeu o visitante:</p>
<p>&#8221; O espírito que só pode oferecer-me o nada<br />
é o vazio original<br />
Iguaria delicada entre as mais &#8221;</p>
<p>Profundamente comovido, o mestre concluiu:<br />
- Meu filho, aprendeste muito !!!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uma Tigela, O Vazio</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Feb 2009 16:47:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Koans Zen-Budistas]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[contos e koans zen-budistas]]></category>
		<category><![CDATA[koans]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis aqui uma anedota famosa concernente ao mestre rinzai Ikkyu, que viveu, aproximadamente, há 03 ou 04 séculos. Ikkyu era, então, um monge muito jovem que vivia num templo zen, onde vivia também seu irmão. Um belo dia, esse último deixou cair no chão uma tigela da cerimônia do chá, que se quebrou; a tigela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://farm4.static.flickr.com/3422/3276986928_a58fceb36c_o.jpg" alt="" width="400" height="333" />Eis aqui uma anedota famosa concernente ao mestre rinzai Ikkyu, que viveu, aproximadamente, há 03 ou 04 séculos.<br />
Ikkyu era, então, um monge muito jovem que vivia num <a href="http://desconstruindo.com.br/?p=799">templo zen</a>, onde vivia também seu irmão. Um belo dia, esse último deixou cair no chão uma tigela da <a href="http://desconstruindo.com.br/?p=257">cerimônia do chá</a>, que se quebrou; a tigela era ainda ais preciosa porque fora presente do imperador. O chefe do templo admoestou-o severamente, fazendo chorar o mongezinho.<br />
Ikkyu, todavia, recomendou-lhe que não se preocupasse:<br />
- Tenho sabedoria. Posso encontrar uma solução.<br />
Juntou os pedaços da cerâmica, colocou-os na manga do seu kolomo e foi descansar no jardim do templo, enquanto esperava, pachorrento, o regresso do mestre. Tanto que o avistou, foi ao seu encontro e propôs-lhe um mondo:<br />
- Mestre, os homens nascidos neste mundo morrem ou não morrem?<br />
- Morrem, decerto &#8211; respondeu o mestre. &#8211; O próprio Buda morreu.<br />
- Compreendo &#8211; volveu Ikkyu &#8211; , mas no que respeita às outras existências, os minerais ou objetos também estão destinados a morrer?<br />
- É claro! &#8211; reponde o mestre &#8211; Todas as coisas que têm forma devem morrer necessariamente, quando surge o momento.<br />
- Compreendo &#8211; disse Ikkyu. &#8211; Em suma, como tudo é perecível, não deveríamos precisar chorar nem lastimar o que já não existe, nem sequer zangar-nos com o destino.<br />
- Está visto que não! Aonde queres chegar? &#8211; inquiriu o mestre.<br />
Ikkyu tirou da manga do kolomo os destroços da tigela, que apresentou ao mestre. Este ficou boquiaberto.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Flor da Honestidade</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 11:30:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Koans Zen-Budistas]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[A FLOR DA HONESTIDADE Conta-se que por volta do ano 250 a.C. na China antiga, um príncipe da região norte do país estava as vésperas de ser coroado Imperador. Mais de acordo com a Lei, ele deveria se casar. Sabendo disso ele resolveu fazer uma disputa entre as moças da corte ou quem se achasse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A FLOR DA HONESTIDADE</strong></p>
<p>Conta-se que por volta do ano 250 a.C. na China antiga, um príncipe da região norte do país estava as vésperas de ser coroado Imperador. Mais de acordo com a Lei, ele deveria se casar. Sabendo disso ele resolveu fazer uma disputa entre as moças da corte ou quem se achasse digna de sua proposta.</p>
<p>No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia numa celebração especial todas as pretendentes e lançaria mão de um desafio.</p>
<p>Uma velha senhora serva do palácio à muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.</p>
<p>Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir a celebração e indagou incrédula:</p>
<p>- Minha filha o que você fará lá? Estarão presentes as mais belas e ricas moças da corte, tire essa idéia insensata da cabeça! Eu sei que você deve estar sofrendo mais não torne o sofrimento uma loucura&#8230;</p>
<p>E a filha respondeu:</p>
<p>- Não querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca! Eu sei que jamais poderei ser a escolhida mais é a minha oportunidade de ficar alguns momentos perto do príncipe! Isto já me torna feliz&#8230;</p>
<p>À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam de fato todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Estão, finalmente o príncipe anunciou o desafio:</p>
<p>- Darei a cada uma de vocês uma semente, aquela que dentro de 6 meses me trouxer a mais bela flor será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China!</p>
<p>A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de cultivar algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos&#8230;</p>
<p>O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura da sua semente, pois sabia que de a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor ela não precisava se preocupar com o resultado.</p>
<p>Passaram-se 3 meses e nada surgiu! A jovem tudo tentava, usava de todos os métodos que conhecia, mais nada havia nascido&#8230; Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor!</p>
<p>Por fim, os 6 meses haviam passado e nada havia brotado! Consciente do seu esforço e dedicação, a moça comunicou a mãe que independente das circunstâncias, retornaria ao palácio na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe&#8230;</p>
<p>Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio bem como todas as outras pretendentes, cada uma com a flor mais bela que a outra e das mais variadas formas e cores! Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena!!!</p>
<p>Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção&#8230; Após passar por todas, uma à uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa!</p>
<p>As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações, ninguém entendia por que ele havia escolhido justamente aquela em que nada havia cultivado!</p>
<p>Então ele calmamente esclarece:</p>
<p>- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de ser Imperatriz, a flor da honestidade! Pois todas as sementes que entreguei eram estéreis&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Descubra o Seu Caminho</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 19:47:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Koans Zen-Budistas]]></category>
		<category><![CDATA[contos e koans zen-budistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Um samurai, conhecido por todos pela sua nobreza e honestidade, veio visitar um monge Zen em busca de conselhos. Entretanto, assim que entrou no templo onde o mestre meditava, sentiu-se inferior, e concluiu que, apesar de toda a sua vida lutando por justiça e paz, não tinha sequer chegado perto ao estado de graça do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um samurai, conhecido por todos pela sua nobreza e honestidade, veio visitar um monge Zen em busca de conselhos. Entretanto, assim que entrou no templo onde o mestre meditava, sentiu-se inferior, e concluiu que, apesar de toda a sua vida lutando por justiça e paz, não tinha sequer chegado perto ao estado de graça do homem que estava à sua frente.</p>
<p>- Por que estou me sentindo tão inferior? &#8211; perguntou, assim que o monge acabou de rezar. &#8211; Já enfrentei a morte muitas vezes, defendi os mais fracos, sei que não tenho nada do que me envergonhar. Entretanto, ao vê-lo meditando, senti que minha vida não tinha a menor importância.</p>
<p>- Espere. Assim que eu tiver atendido todos que me procurarem hoje, eu lhe darei a resposta.</p>
<p>Durante o dia inteiro o samurai ficou sentado no jardim do templo, olhando as pessoas entrarem e saírem em busca de conselhos. Viu como o monge atendia a todos com a mesma paciência e o mesmo sorriso luminoso em seu rosto. Mas o seu estado de ânimo ficava cada vez pior, pois tinha nascido para agir, não para esperar.</p>
<p>De noite, quando todos já haviam partido, ele insistiu:</p>
<p>- Agora o senhor pode me ensinar?</p>
<p>O mestre pediu que entrasse, e conduziu-o até o seu quarto. A lua cheia brilhava no céu, e todo o ambiente inspirava uma profunda tranqüilidade.</p>
<p>- Está vendo esta lua, como é linda? Ela vai cruzar todo o firmamento, e amanhã o sol tornará de novo a brilhar. Só que a luz do sol é muito mais forte, e consegue mostrar os detalhes da paisagem que temos à nossa frente: árvores, montanhas, nuvens. Tenho contemplado os dois durante anos, e nunca escutei a lua dizendo: por que não tenho o mesmo brilho do sol? Será que sou inferior a ele?</p>
<p>- Claro que não &#8211; respondeu o samurai. &#8211; Lua e sol são coisas diferentes, e cada um tem sua própria beleza. Não podemos comparar os dois.</p>
<p>- Então, você sabe a resposta. Somos duas pessoas diferentes, cada qual lutando à sua maneira por aquilo que acredita, e fazendo o possível para tornar este mundo melhor; o resto são apenas aparências.</p>
<p>&#8220;Sua tarefa é descobrir seu caminho e, então, com todo o coração, dedicar-se a ele.&#8221; (Buddha).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Que É o Budismo?</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 00:10:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[buda]]></category>
		<category><![CDATA[budismo]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[I &#8211; Introdução Sistema ético, religioso e filosófico fundado pelo príncipe hindu Sidarta Gautama (563-483 a.C.), ou Buda, por volta do século VI. O relato da vida de Buda está cheia de fatos reais e lendas, as quais são difíceis de serem distinguidas historicamente entre si. O príncipe Sidarta nasceu na cidade de Lumbini, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><a href="http://desconstruindo.com.br/wp-content/uploads/2008/11/maitreya025.jpg"><img class="size-medium wp-image-801 alignnone" title="maitreya025" src="http://desconstruindo.com.br/wp-content/uploads/2008/11/maitreya025-241x300.jpg" alt="" width="241" height="300" /></a><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">I &#8211; Introdução </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Sistema ético, religioso e filosófico fundado pelo príncipe hindu Sidarta Gautama (563-483 a.C.), ou Buda, por volta do século VI. O relato da vida de Buda está cheia de fatos reais e lendas, as quais são difíceis de serem distinguidas historicamente entre si. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O príncipe Sidarta nasceu na cidade de Lumbini, em um clã de nobres e viveu nas montanhas do Himalaia, entre Índia e Nepal. Seu pai era um regente e sua mãe, Maya, morreu quando este tinha uma semana de vida. Apesar de viver confinado dentro de um palácio, Sidarta se casou aos 16 anos com a princesa Yasodharma e teve um filho, o qual chamou-o de Rahula. </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">II &#8211; História do Budismo </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Aos 29 anos, resolveu sair de casa, e chocado com a doença, com a velhice e a com morte, partiu em busca de uma resposta para o sofrimento humano. Juntou-se a um grupo de ascetas e passou seis anos jejuando e meditando. Durante muitos dias, sua única refeição era um grão de arroz por dia. Após esse período, cansado dos ensinos do Hinduísmo e sem encontrar as respostas que procurava, separou-se do grupo. Depois de sete dias sentado debaixo de uma figueira, diz ele ter conseguido a iluminação, a revelação das Quatro Verdades. Ao relatar sua experiência, seus cinco amigos o denominaram de Buda (iluminado, em sânscrito) e assim passou a pregar sua doutrina pela Índia. Todos aqueles que estavam desiludidos pela crença hindu, principalmente os da casta baixa, deram ouvido a esta nova pregação. Como todos os outros fundadores religiosos, Buda foi deificado pelos seus discípulos, após sua morte com 80 anos. </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">III &#8211; Prática de Fé do Budismo </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O Budismo consiste no ensinamento de como superar o sofrimento e atingir o nirvana (estado total de paz e plenitude) por meio da disciplina mental e de uma forma correta de vida. Também crêem na lei do karma, segundo a qual, as ações de uma pessoa determinam sua condição na vida futura. A doutrina é baseada nas Quatro Grandes Verdades de Buda: </span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial;">A existência implica a dor</span></em><span style="font-family: Arial;"> &#8212; O nascimento, a idade, a morte e os desejos são sofrimentos. </span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial;">A origem da dor é o desejo e o afeto</span></em><span style="font-family: Arial;"> &#8212; As pessoas buscam prazeres que não duram muito tempo e buscam alegria que leva a mais sofrimento. </span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial;">O fim da dor</span></em><span style="font-family: Arial;"> &#8212; só é possível com o fim do desejo. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">A Quarta Verdade &#8212; se prega que a superação da dor só pode ser alcançada através de oito passos: </span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial;">Compreensão correta</span></em><span style="font-family: Arial;">: a pessoa deve aceitar as Quatro Verdades e os oito passos de Buda. <em></em></span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial;">Pensamento correto:</span></em><span style="font-family: Arial;"> A pessoa deve renunciar todo prazer através dos sentidos e o pensamento mal. </span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial;">Linguagem correta:</span></em><span style="font-family: Arial;"> A pessoa não deve mentir, enganar ou abusar de ninguém. </span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial;">Comportamento correto:</span></em><span style="font-family: Arial;"> A pessoa não deve destruir nenhuma criatura, ou cometer atos ilegais. </span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial;">Modo de vida correto:</span></em><span style="font-family: Arial;"> O modo de vida não deve trazer prejuízo a nada ou a ninguém. </span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial;">Esforço correto:</span></em><span style="font-family: Arial;"> A pessoa deve evitar qualquer mal hábito e desfazer de qualquer um que o possua. </span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial;">Desígnio correto</span></em><span style="font-family: Arial;">: A pessoa deve observar, estar alerta, livre de desejo e da dor. </span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial;">Meditação correta</span></em><span style="font-family: Arial;">: Ao abandonar todos os prazeres sensuais, as más qualidades, alegrias e dores, a pessoa deve entrar nos quatro graus da meditação, que são produzidos pela concentração. </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">IV &#8211; Missões do Budismo </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">Um dos grandes generais hindus, Asoka, depois do ano 273  a.C., ficou tão impressionado com os ensinos de Buda, que enviou missionários para todo o subcontinente indiano, espalhando essa religião também na China, Afeganistão, Tibete, Nepal, Coréia, Japão e até a Síria. Essa facção do Budismo tornou-se popular e conhecida como Mahayana. O tradicional, ensinado na Índia, é chamado de Theravada. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O Budismo Theravada possui três grupos de escrituras consideradas sagradas, conhecidas como “<strong>Os Três Cestos</strong>” ou <strong>Tripitaka</strong>: </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O primeiro, <strong>Vinaya Pitaka</strong> (Cesto da Disciplina), contêm regras para a alta classe. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O segundo, <strong>Sutta Pitaka</strong> (Cesto do Ensino), contêm os ensinos de Buda. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O terceiro, <strong>Abidhamma Pitaka</strong> (Cesto da Metafísica), contêm a Teologia Budista. <span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O Budismo começou a ter menos predominância na Índia desde a invasão muçulmana no século XIII. Hoje, existem mais de 300 milhões de adeptos em todo o mundo, principalmente no Sri Lanka, Mianmar, Laos, Tailândia, Camboja, Tibete, Nepal, Japão e China. Ramifica-se em várias escolas, sendo as mais antigas o Budismo Tibetano e o Zen-Budismo. O maior templo budista se encontra na cidade de Rangoon, em Burma, o qual possui 3,500 imagens de Buda. </span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-family: Arial;">V &#8211; Teologia do Budismo </span></strong></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial;">A divindade:</span></em><span style="font-family: Arial;"> não existe nenhum Deus absoluto ou pessoal. A existência do mal e do sofrimento é uma refutação da crença em  Deus. Os que querem ser iluminados necessitam seguir seus próprios caminhos espirituais e transcendentais. </span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial;">Antropologia:</span></em><span style="font-family: Arial;"> o homem não tem nenhum valor e sua existência é temporária. </span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial;">Salvação:</span></em><span style="font-family: Arial;"> as forças do universo procurarão meios para que todos os homens sejam iluminados (salvos). </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">A alma do homem: a reencarnação é um ciclo doloroso, porque a vida se caracteriza em transições. Todas as criaturas são ficções. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">O caminho: o impedimento para a iluminação é a ignorância. Deve-se combater a ignorância lendo e estudando. </span></p>
<p class="MsoNormal"><em><span style="font-family: Arial;">Posição ética:</span></em><span style="font-family: Arial;"> existem cinco preceitos a serem seguidos no Budismo: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 108pt; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family: &quot;Courier New&quot;;"><span>►<span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;"> </span></span></span><!--[endif]--><span style="font-family: Arial;">proibição de matar </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 108pt; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family: &quot;Courier New&quot;;"><span>►<span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;"> </span></span></span><!--[endif]--><span style="font-family: Arial;">proibição de roubar </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 108pt; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family: &quot;Courier New&quot;;"><span>►<span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;"> </span></span></span><!--[endif]--><span style="font-family: Arial;">proibição de ter relações sexuais ilícitas </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 108pt; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family: &quot;Courier New&quot;;"><span>►<span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;"> </span></span></span><!--[endif]--><span style="font-family: Arial;">proibição do falso testemunho </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 108pt; text-indent: -18pt;"><!--[if !supportLists]--><span style="font-family: &quot;Courier New&quot;;"><span>►<span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;"> </span></span></span><!--[endif]--><span style="font-family: Arial;">proibição do uso de drogas e álcool </span></p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-family: Arial;">No Budismo a pessoa pode meditar em sua respiração, nas suas atitudes ou em um objeto qualquer. Em todos os casos, o propósito é se livrar dos desejos e da consciência do seu interior. </span></p>
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		<title>Imitando o Mestre</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 15:22:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos e Koans Zen-Budistas]]></category>
		<category><![CDATA[contos e koans zen-budistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Um discípulo que amava e admirava seu mestre, resolveu observa-lo em todos os detalhes, acreditando que – ao fazer o que ele fazia, iria também adquirir sua sabedoria. O mestre só usava roupas brancas, e o discípulo passou a vestir-se da mesma maneira. O mestre era vegetariano, e o discípulo deixou de comer qualquer tipo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um discípulo que amava e admirava seu mestre, resolveu observa-lo em todos os detalhes, acreditando que – ao fazer o que ele fazia, iria também adquirir sua sabedoria.<br />
O mestre só usava roupas brancas, e o discípulo passou a vestir-se da mesma maneira.<br />
O mestre era vegetariano, e o discípulo deixou de comer qualquer tipo de carne, substituindo sua alimentação por ervas.<br />
O mestre era um homem austero, e o discípulo resolveu dedicar-se ao sacrifício, passando a dormir numa cama de palha.<br />
Passado algum tempo, o mestre notou a mudança de comportamento do seu discípulo, e foi ver o que estava acontecendo.<br />
- Estou subindo os degraus de iniciação – foi a resposta. – O branco de minha roupa mostra a simplicidade da busca, a alimentação vegetariana purifica o meu corpo, e a falta de conforto faz com que eu pense apenas nas coisas espirituais.<br />
Sorrindo, o mestre o levou até um campo onde um cavalo pastava.<br />
- Voce passou este tempo olhando apenas para fora, quando isso é o que menos importa – disse. – Está vendo aquele animal ali? Ele tem a pele branca, come apenas ervas, e dorme num celeiro com palha do chão. Voce acha que ele tem cara de santo, ou chegará algum dia a ser um verdadeiro mestre?</p>
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		<title>As Quatro Nobres Verdades &#8211; o Caminho da Cessação do Sofrimento</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 14:02:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[zen budismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A senda óctupla é o caminho que conduz à extinção do sofrimento: • visão correta • intenção correta; • fala correta, • ação correta • meio de vida correto; • esforço correto, • atenção correta • concentração correta. A senda óctupla (sânsc. ashtanga-marga) é assim chamado por ser dividida em oito partes. Este é o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://www.buddhanet.net/dhammapada/images/IDP281@50dpiRGB.jpg" target="_blank"><img style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 320px; text-align: center;" src="http://www.buddhanet.net/dhammapada/images/IDP281@50dpiRGB.jpg" border="0" alt="" /></a></div>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><span style="font-size: 10pt;">A senda óctupla é o caminho que conduz à extinção do sofrimento:<span> </span></span></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><strong><em><span style="font-size: 10pt;">• visão correta<span> </span></span></em></strong></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><strong><em><span style="font-size: 10pt;">• intenção correta;<span> </span></span></em></strong></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><strong><em><span style="font-size: 10pt;">• fala correta,<span> </span></span></em></strong></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><strong><em><span style="font-size: 10pt;">• ação correta<span> </span></span></em></strong></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><strong><em><span style="font-size: 10pt;">• meio de vida correto;<span> </span></span></em></strong></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><strong><em><span style="font-size: 10pt;">• esforço correto,<span> </span></span></em></strong></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><strong><em><span style="font-size: 10pt;">• atenção correta<span> </span></span></em></strong></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><strong><em><span style="font-size: 10pt;">• concentração correta. </span></em></strong></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><span style="font-size: 10pt;">A senda óctupla (sânsc. ashtanga-marga) é assim chamado por ser dividida em oito partes. Este é <strong>o caminho do meio, o caminho do despertar</strong>, que conduz ao estado incondicionado do nirvana, livre da ilusão do eu, da impermanência e do sofrimento. </span></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><span style="font-size: 10pt;">A razão porque a penetração das quatro nobres verdades pode conferir essa imutável nobreza de espírito está implícita nas quatro tarefas que nos são impostas. Tomando essas tarefas como o desafio da nossa vida – o desafio como seguidores do Iluminado – de qualquer que seja o estágio de desenvolvimento a partir do qual iniciamos, podemos gradualmente avançar em direção à infalível compreensão dos nobres. </span></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><span style="font-size: 10pt;">A primeira nobre verdade, a verdade do sofrimento, deve ser plenamente entendida: a tarefa que nos é dada é o completo entendimento. Uma marca característica dos nobres é que eles não seguem pelo curso da vida de modo impensado, mas se esforçam em compreender a existência à partir<span> </span>de<span> </span>dentro<span> </span>de<span> </span>si,<span> </span>da<span> </span>maneira<span> </span>mais<span> </span>honesta<span> </span>e<span> </span>completa<span> </span>possível.<span> </span>Para<span> </span>nós,<span> </span>também,<span> </span>é necessário refletir acerca da natureza da nossa vida. Nós precisamos examinar a fundo o profundo significado de uma existência atada por um lado pelo nascimento e do outro pela morte, e sujeita a todos os tipos de sofrimento detalhados pelo Buda nos seus discursos. </span></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><span style="font-size: 10pt;">A segunda nobre verdade, acerca da origem do sofrimento, significa a tarefa do abandono. </span></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><span style="font-size: 10pt;">Um nobre é um nobre porque ele iniciou o processo de eliminação das contaminações que estão na raiz do sofrimento, e nós também, se aspiramos alcançar o nível dos nobres, devemos estar preparados para resistir ao encanto sedutor das contaminações. Enquanto que a erradicação do desejo somente pode ser obtida com as realizações supramundanas, mesmo no desenrolar diário de nossas vidas mundanas<span> </span>podemos<span> </span>aprender<span> </span>a<span> </span>moderar<span> </span>as<span> </span>manifestações<span> </span>mais<span> </span>grosseiras<span> </span>das contaminações,<span> </span>e através da apurada auto observação podemos gradualmente<span> </span>afrouxar o seu controle sobre os nossos corações. </span></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><span style="font-size: 10pt;">A terceira nobre verdade, a cessação do sofrimento, significa a tarefa da realização. Apesar de que Nibbana, a extinção do sofrimento, pode ser somente realizada pessoalmente pelos nobres, a confiança que depositamos no Dhamma como nosso guia para a vida nos mostra o que deveríamos selecionar como aspiração final, como o que em última instância possui mais valor. </span></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><span style="font-size: 10pt;">Uma vez que tenhamos entendido o fato de que todas as coisas condicionadas no mundo, sendo impermanentes e sem substância, não podem jamais nos proporcionar plena satisfação, podemos então elevar nosso objetivo para o elemento incondicionado, Nibbana o Imortal, e fazer dessa aspiração o marco ao redor do qual organizamos nossas escolhas e preocupações do dia a dia. </span></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><span style="font-size: 10pt;">Finalmente, a quarta nobre verdade, o <strong>Nobre Caminho Óctuplo</strong>, nos proporciona a tarefa do desenvolvimento. Os nobres alcançaram o seu status pelo desenvolvimento da senda óctupla, e enquanto que somente os nobres estão seguros de nunca desviar do caminho, os ensinamentos do Buda nos<span> </span>proporcionam<span> </span>instruções<span> </span>meticulosas<span> </span>que<span> </span>necessitamos<span> </span>para<span> </span>trilhar<span> </span>o<span> </span>caminho culminando no plano dos nobres. Esse é o caminho que faz nascer a visão, que faz nascer o conhecimento, que conduz à compreensão mais levada,<span> </span>iluminação e Nibbana,<span> </span>a<span> </span>realização máxima dos nobres.</span></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><em><span style="font-size: 10pt;">Primeiro, é preciso conhecer a existência do sofrimento. Depois, deve-se destruir sua causa. </span></em></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><em><span style="font-size: 10pt;">Para isso, deve-se compreender que a cessação do sofrimento é possível. Para consegui-la, deve-se então praticar o caminho.<span> </span></span></em></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><strong><span style="font-size: 10pt;">Eu conheci a existência do sofrimento,<span> </span></span></strong></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><strong><span style="font-size: 10pt;">Destruí sua origem,<span> </span></span></strong></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><strong><span style="font-size: 10pt;">Compreendi sua cessação<span> </span></span></strong></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><strong><span style="font-size: 10pt;">E pratiquei o Caminho.<span> </span></span></strong></span></p>
<p style="font-family: georgia;"><span style="font-size: 100%;"><span style="font-size: 10pt;">Assim, obtive a iluminação insuperável, completa e perfeita. O sofrimento, a causa, a cessação e o caminho são as quatro verdades nobres. Sem conhecê-las, ninguém pode conseguir a iluminação. Quem compreendê-las perfeitamente, pode se libertar de todos os sofrimentos.<span> </span></span></span></p>
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		<title>As Quatro Grandes Verdades &#8211; A Cessação do Sofrimento</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 13:59:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alessandro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[zen budismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Extinguindo-se a causa, extinguindo-se o falso ego, o sofrimento também desaparece. Aqui, aplica-se a lógica da interdependência. A existência do sofrimento depende de sua causa; se essa causa for eliminada, suas conseqüências (sofrimento, desejo, ódio, ignorância) também desaparecerão. Quando tomamos conhecimento de que esses venenos [da mente] são a causa inevitável da dor, e de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://farm1.static.flickr.com/151/392976742_99c55c195a_b.jpg" target="_blank"><img style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 320px; text-align: center;" src="http://farm1.static.flickr.com/151/392976742_99c55c195a_b.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
<span style="font-style: italic;">Extinguindo-se a causa, extinguindo-se o falso ego, o sofrimento também desaparece.</span></div>
<p>Aqui, aplica-se a lógica da interdependência. A existência do sofrimento depende de sua causa; se essa causa for eliminada, suas conseqüências (sofrimento, desejo, ódio, ignorância) também desaparecerão.</p>
<p>Quando tomamos conhecimento de que esses venenos [da mente] são a causa inevitável da dor, e de todos os problemas da existência, sentimos uma compaixão profunda e um compromisso, vindo do fundo do coração, de encontrar uma saída para todos aqueles que &#8220;estão perdidos no oceano do sofrimento samsárico&#8221;. A liberação da confusão e do sofrimento do samsara — tanto a nossa própria liberação quanto a dos outros — ocorre quando os padrões dualistas obscurecedores são dissipados, a natureza absoluta da mente é reconhecida e esse reconhecimento se estabiliza num estado onisciente além de qualquer conceito de eu e outro — ou seja, no estado búdico.</p>
]]></content:encoded>
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