Aracaju – Um Pouco de História

Comemora-se em 17 de Março de 2000, os 145 anos da capital sergipana, Aracaju. A musa inspiradora de músicos e poetas reúne em seus traços arquitetônicos, o antigo, o rio, o mar, a simplicidade e o aconchego de uma pequena cidade, com o futurismo e a agitação das grandes capitais mundiais. Esses são alguns privilégios que aracajuanos – da gema ou não – podem apreciar.

Todo o processo de como surgiu a cidade de Aracaju, é narrada no texto da Diretoria de Patrimônio Cultural e Divisão de Patrimônio Histórico:

A Resolução n°. 413, de 17 de março de 1855,elevou o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria de cidade, e mais, à de capital da Província de Sergipe, passada para trás outras vilas prósperas com Laranjeiras, Maruim e Estância.

O povoado de Santo Antônio do Aracaju localizava-se à margem direita do Rio Sergipe, cuja foz é conhecida como barra do Cotinguiba. O local não passava de uma aldeiazinha de pescadores, cercada de pântanos, dunas e riachos, cuja origem remonta ao século XVIII.

Aparentemente, Santo Antônio do Aracaju jamais poderia concorrer com as vilas supra citadas. Ao contrário. Sua topografia alagadiça e hostil até assustou os deputados da Assembléia Provincial que aqui se reuniu a 2 de março de 1855, numa das poucas casas que tinha condições para abrigá-los. Entretanto, Aracaju possuía uma vantagem excepcional, suficiente para promover a resolução mudancista: ficava próxima da região mais importante da Província – a Cotinguiba – de onde era escoada anualmente cerca de 25.000 caixas de açúcar, pela barra que leva o mesmo nome, contra as 2.000 que saíam pela barra do Vasa Barris. Durante todo o século XIX, a principal atividade econômica de Sergipe era, justamente, a produção de açúcar – responsável por mais de 90% das exportações provinciais cujo escoamento se dava, em grande parte, pela barra da Cotinguiba, levando o Presidente Inácio Joaquim Barbosa a acelerar a idéia de transferir a capital para a região, onde poderia fiscalizar e promover melhoramentos no escoamento da produção de açúcar. Em dezembro de 1854, são transferidas para aqui a Alfândega e a Mesa de Rendas; são criadas, também, uma agência de Correio e uma sub-delegacia policial.

Com essas medidas, Inácio Barbosa preparava o terreno para a transferência definitiva de toda a sede do governo da Província de Sergipe. A 2 de março de 1855, debaixo de inúmeros protestos de políticos sancristovenses, a Assembléia Legislativa se reúne no povoado do Aracaju para discutir os planos mudancistas do Presidente, os quais são aprovados sem qualquer entusiasmo. A 17 de março de 1855 a lei é sancionada.

Realizada a mudança, o povo de São Cristóvão promove pacíficos e comoventes protestos, que, entretanto, não surtem o menor efeito diante da determinação de Inácio Barbosa, cuja morte prematura, em 1855, representou um duro golpe para a nova capital.Inácio Barbosa foi vítima de tifo, doença muito comum nas praias de Aracaju. Mas a cidade sibreviveu à mais diversas epidemias, inclusive a cólera. Sobreviveu e derrotou os brejos, dunas e riachos sob a regência do engenheiro Sebastião José Basílio Pirro, encarregado de elaborar o plano urbanístico de Aracaju, a qual teria a forma de um tabuleiro de damas rigorosamente traçado, mas pouco adequado à topografia do terreno.

A primeira rua edificada foi a de São Cristóvão, cujo prolongamento ia dar na estrada que ligava a cidade com o interior da Província. Concomitantemente, a rua São Cristóvão, surgiu a rua da Aurora, atuais Avenidas Rio Branco e Ivo do Prado. Nas imediações dessas duas artérias foram levantadas as primeiras edificações – casas rústicas, de paredes lisas e caídas, dispostas uma ao lado da outra. Só o governo utilizava alvenaria nas suas construções. Em 1857, já se delineavam os primeiros quarteirões. Na década de 1860, a construção da Igreja Matriz (atual Catedral) atrai a população para as proximidades, sendo abertas as ruas de Santo Amaro, Capela, Arauá e Santa Luzia, iniciando, desse modo, a expansão para o oeste. Ao sul já existia a Avenida Barão de Maruim e, ao norte, a estrada que dava na colina do Santo Antônio. (…)

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1 Responses to Aracaju – Um Pouco de História

  1. fefeme says:

    esse site e orivel

    Cara Fernanda, se você acha o meu blog HORRÍVEL, tudo bem, não posso agradar a todos. Só te dou dois conselhos que podem ser muito úteis para a sua vida:
    1º) Quando criticar alguém, tenha certeza absoluta que pode fazer algo melhor do que o que foi criticado. Se não gostou do meu blog, não o leia.
    2º) Aprenda um pouco de ortografia, pois está te fazendo muita falta. É isso que dá muitas horas de MSN…

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