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Forró – A Praga Nordestina

Olha, não estou falando de nenhum tipo de bicho, larva, inseto ou outra criatura dessas que devasta as plantações, nem tampouco falo de um novo tipo de doença ou vírus, mas sim de uma autêntica praga nordestina, que penetra em todos os recôndidos de nosso ser vindo do sul do país.
Falo do Forró. Pois é, o forró. Muita gente vai me xingar, mas prestem atenção sulistas que pensam em vir morar no nordeste!!! Não façam como eu, que cheguei, achei tudo muito bonito, tudo muito lindo, me surpreendi com muita coisa que não fazia nem a mínima idéia que existia, e quando dei por mim, já estava tomado pela febre forrozeira, que é o nome da doença causada pelo excesso de forró.
Logo eu, extremamente vacinado com doses cavalares de metal, hard rock, trash metal, death metal, que achava que a melhor música era o rock e todo o resto era lixo, fui contaminado pela febre forrozeira, chegando, inclusive, a reconhecer os vários tipos de forró só de ouví-los de longe.
Arrocha, forró elétrico, forró pé-de-serra, forró universitário. Quem diria que eu, que nunca cheguei a saber que forró se dividia em tantos estilos, estaria indo aos shows do Calcinha Preta, Aviões do Forró, Cavaleiros do Forró, Aldemário Coelho, Genival Lacerda, entre outros.
O Sergipe, onde moro atualmente, respira-se forró praticamente o ano inteiro, a começar pelo Precaju, que é o maior carnaval fora de época do país, depois tem o São João, que como não podia deixar de ser, é comemorado durante o mês de junho inteiro. Pois é, são 30 dias de forró contínuo. Os primeiros 15 dias são promovidos pelo Governo Estadual, na orla da praia de Atalaia, e os outros 15 dias são promovidos pelo Governo Municipal, que é na praça do Mercado Municipal. Pense numa festa que, em plena segunda-feira a noite, dá tranquilamente 100.000 pessoas, sem briga, sem bagunça, sem confusão de espécie alguma. Detalhe: estava chovendo. 100.000 pessoas debaixo de chuva dançando forró.
E eu, contaminado pela febre forrozeira, estava lá também.
Gente, esta doença é tão grave que em menos de 01 mês, eu fui a três shows do Genival Lacerda e do Aldemário Coelho, sendo que dois eram na mesma semana, um na sexta-feira e outro no sábado.
Gente, infelizmente esta doença, pelo descobri, não tem cura. Portanto, cuidado sulistas, quando vierem para o nordeste. Vocês podem voltar com este vírus, disfarçado em CD’s do Aviões do Forró e outros.

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2 Responses to Forró – A Praga Nordestina

  1. Excelente artigo! Da pra rir um pouco. Gostariamos de fazer parceria com seu site. Um abraço.

  2. Ramon says:

    Muito interessante seu texto, quando entrei aqui pensei que se tratava de uma crítica pesada, quase xingamento. Depois ví que é uma elogio ultrajado em uma crônica bem interessante. Fico feliz em saber que aí em Aracaju, onde tu moras, uma festa desta magnitude ocorre sem brigas nem mortes, é assim tb em várias cidades do interior do nordeste, pois ao contrário do que parece o cidadão médio nordestino, ultimamente, anda muito mais pacífico do que há 20 anos atrás, quando se ia a um forró com uma peixeira na cintura apenas para brigar e matar (daí veio a péssima fama do nosso povo). Isto mudou.Fico contente também, não em vc dizer que gosta de forró, pois se dissesse que não gostava, respeitaria, já que gosto musical não se discute, mas por você fazer uma crítica bastante inteligente a respeito do tema.

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