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A difícil arte de trabalhar por dinheiro

Posted in Artigos (meus e dos outros)... on January 1st, 2010 by Alessandro

O título deste artigo pode parecer um tanto quanto estranho, mas retrata bem a atual situação da maioria dos trabalhadores brasileiros.

Basta responder à simples pergunta: Você é feliz no seu atual emprego? Gostaria de estar fazendo trabalhando em outro ramo ou em outro lugar?

Na verdade, a grande maioria das pessoas trabalha em algo que não gosta, simplesmente porque o emprego que tem atualmente paga melhor do que o emprego que gostaria de exercer, ou então porque foi o único emprego que conseguiu e achou melhor se acomodar por não ter ânimo de buscar outra profissão onde se sinta mais realizado.

A Ocupação/Carreira/Cargo/Profissão/Emprego visado paga melhor

A febre do momento, no quesito emprego, são os concursos públicos. Empregos garantidos, onde o patrão é unicamente o governo, teoricamente não terá ninguém no seu pé cobrando produtividade e, o melhor, salário garantido no final do mês.

A cada dia aumenta o número dos chamados “concurseiros”, pessoas que abdicam de tudo ou quase tudo, para se dedicar a estudar e passar num concurso público, garantindo assim seu salário fixo no final do mês e uma relativa estabilidade no emprego, sem risco de ser despedido de uma hora para outra.

Outras pessoas, já empregadas, com cargos relativamente bons, com salários de quatro ou cinco dígitos, gastam seus dias tentando de tudo para subir de cargo, serem promovidas, só porque o cargo acima paga melhor.

Outros ainda sonham em mudar de carreira, exercer outra profissão, simplesmente porque a profissão almejada tem um retorno financeiro melhor.

Não sou contra as pessoas que lutam para conseguir uma melhora na vida financeira. Acredito que todos devemos procurar uma forma de melhorar, mas não devemos nos tornar escravos de um objetivo que nem sempre trás o mais importante, que é o prazer em se fazer algo, ou a felicidade de se trabalhar com o que gosta.

Até que ponto vale a pena sacrificar a própria felicidade por um salário melhor?

Este foi o único emprego que consegui

Este é um caso comum, principalmente entre as categorias sociais menos favorecidas, que tem menos acesso à educação formal.

Nestes casos, a pessoa muitas vezes tem uma ocupação informal, que todos sabemos que não fornece nenhum tipo de segurança, mas que ela gosta de fazer e, bem ou mal, dá pra levar a vida. Mas aí, por algum motivo (que vai de um desejo pessoal até uma pressão da família), esta pessoa resolve arrumar um emprego. Por não ter estudo, a pessoa se sujeita a um trabalho que ela não gosta, muitas vezes para receber um valor igual ou até inferior do que ganhava no trabalho informal.

Muitas vezes, este é o caminho para se conseguir atingir seus objetivos pessoais e profissionais, mas é algo que deve ser muito bem avaliado, principalmente se não há outras opções de trabalho que a pessoa goste mais de fazer.

A pessoa se acomodou no emprego

Este também é um caso bem comum que vemos entre a classe trabalhadora. A pessoa começa a trabalhar, acha que o valor do salário está bom, mesmo não gostando do trabalho, e resolve ficar aí mesmo, ao invés de procurar outra ocupação que o agrade mais.

Muitas vezes a pessoa não sai do emprego para ir atrás de outro que o agrade mais por medo. Medo de não conseguir outro emprego, medo de que o atual patrão descubra e o despeça, medo de não gostar do outro emprego, entre outros diversos medos que afligem o trabalhador.

Infelizmente não há fórmula mágica para resolver estas questões. Uma das soluções é você sentar calma e despreocupadamente e analisar se você, no seu atual emprego:

  • Ganha o suficiente para pagar suas contas?

  • Consegue, com um pouco e dedicação e controle, fazer uma poupança?

  • Gosta de executar as tarefas rotineiras inerentes ao cargo que você ocupa?

  • É feliz fazendo o que faz atualmente?

E afinal, qual situação você se encaixa?

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