Desconstruindo…

Lembrancinhas do Nascimento de Ana Cecíclia

Posted in Caixas, Diário de Um Pai Adotivo, Origami on July 26th, 2010 by Alessandro

Estas são as fotos das lembrancinhas que eu fiz, em origami, para o nascimento da minha filha Ana Cecília:
SDC11268
Como eu e minha esposa ficamos na dúvida sobre qual lembrancinha fazer, além do modelo acima, fiz também este:
SDC11274
E o que tem dentro das caixinhas? Resposta simples, um monte de estrelinhas!
SDC11280
No final, as lembrancinhas ficaram assim:
SDC11265

SDC11278

SDC11275

SDC11272

SDC11266

O que acharam?

No Comments »

Cuidados na Prevenção e Tratamento de Feridas – Parte 10

Posted in Saúde on July 10th, 2010 by Alessandro

ÚLCERAS DE PRESSÃO

A úlcera de pressão é: “uma área localizada de morte celular que se desenvolve quando um tecido mole é comprimido em uma proeminência óssea e uma superfície dura por um prolongado período de tempo”… “uma úlcera de pressão pode ser descrita como uma lesão localizada da pele, provocada pela interrupção do fornecimento de sangue para a área, geralmente provocado por pressão, cisalhamento ou fricção ou uma combinação dos três”.

É importante considerar que as úlceras de pressão elevam o tempo de hospitalização do paciente, pelo agravamento do seu quadro clínico, com consequente aumento da morbidade, mortalidade e do custo que, muitas vezes, podem ser prevenidos ou minimizados.

Sabe-se, também, que entre os profissionais de saúde, o de enfermagem é o que possui, devido seu contato mais constante com o paciente, a maior facilidade de avaliação e intervenção sistematizada, individualizada e diária, podendo atuar diretamente na prevenção, bem como no tratamento das úlceras de pressão, possuindo, consequentemente, maior poder de transformação de uma situação particular como esta.

Na etiopatogênese das úlceras de pressão, os fatores mais importantes são a pressão, quanto aos aspectos aspectos de durabilidade e intensidade, e a tolerância tissular.

Paranhos e Santos (1999) consideram que a pressão capilar tende a mover o fluido externo através da membrana capilar. A pressão de fechamento capilar indica a pressão necessária para o colapso do capilar, sendo de aproximadamente 32 mmHg nas arteríolas e 12 mmHg nas vênulas. Quando ocorre uma pressão externa que seja superior a 32 mmHg, ocorre uma diminuição de fluxo sanguíneo para a área. A pressão aplicada em tecido mole por longo período, pode colapsar ou trombosar os vasos capilares ocorrendo uma falência na oxigenação e nutrição dos tecidos envolvidos, ocorrendo um acúmulo de subprodutos tóxicos do metabolismo e, como consequência, a anóxia tissular e isquêmica.

Além da intensidade e da duração da pressão também é um fator etiopatológico importante a tolerância tissular relacionada a capacidade do tecido em distribuir e compensar a pressão exercida sobre o tecido contra a estrutura do esqueleto, influenciando, então, na condição e integridade da pele e estruturas de suporte.

Além desses fatores, outras forças mecânicas como a fricção e o cisalhamento concorrem para a formação de úlceras de pressão, fazendo com que as camadas superiores de células epiteliais sejam rompidas. O cisalhamento consiste na intensidade gravitacional que impulsiona o corpo numa direção oposta, ficando este em posição de repouso, gerando atrito na superfície cutânea. Quando são exercidas estas forças existe distensão e lesão nos tecidos e vasos sanguíneos, ocorrendo o deslizamento nas camadas tissulares umas sobre as outras, consequentemente a microcirculação da pele e do tecido subcutâneo são rompidas.

Outro fator associado é o edema que dificulta a circulação e interfere no suprimento de nutrientes para as células, e assim como a umidade e a fricção irão favorecer o risco de lesão.

A umidade constitui um risco extrínseco à formação de úlceras de pressão, podendo ser resultante e alteração do nível de consciência, incontinência, drenagem, transpiração e outros. A constante umidade na pele causa uma susceptibilidade ao atrito e a maceração.

Existem ainda outros fatores intrínsecos também relacionados à formação de úlceras de pressão, como a raça, a idade avançada, as doenças associadas, o uso de medicamentos, a deficiência nutricional e o comportamento neurológico, intimamente ligado a mobilidade e atividade. Já os distúrbios metabólicos não são responsáveis pela formação da úlcera de pressão diretamente, mas influenciam em sua cronicidade.

Paranhos e Santos citam que para a avaliação dos fatores de risco no desenvolvimento de úlceras de pressão existem, atualmente, vários instrumentos que facilitam sua predição, e por intermédio de uma abordagem correta, previne sua ocorrência como as Escalas de Norton, Gosnell, Waterlow, Braden entre outras. Neste aspecto, a escala de Braden tem se mostrado com melhores índices de validade preditiva, sensibilidade e especificidade, tendo considerada como uma das mais adequadas para predizer o risco de desenvolvimento desse tipo de úlcera, através de inúmeros estudos internacionais.

No Comments »

Cuidados na Prevenção e Tratamento de Feridas – Parte 09

Posted in Saúde on July 8th, 2010 by Alessandro

ÚLCERA ARTERIAL

A úlcera arterial é resultante da hipóxia tecidual causada pelo inadequado suprimento sanguíneo que pode ser causado por oclusão arterial aguda, como a tromboangeíte obliterante (doença de Buerger) mais comum no sexo masculino com idade entre 20 e 30 anos associados ao tabagismo e a doença de Raynald, e oclusões arteriais crônicos como a arteriosclerose e a aterosclerose obliterante, mais comum no sexo masculino com idade acima de 50 anos.

O diagnóstico é realizado através de testes vasculares não invasivos como Doppler, e testes vasculares por imagem como RX simples e arteriografia.

A avaliação do paciente é feita através de coleta do histórico em relação ao tempo de lesão, tipo de trauma, doenças associadas, fatores comportamentais e tipo de terapia tópica usada.

No exame físico será evidenciado dor intensa em repouso, claudicação intermitente (ciclo exercício-dor-repouso-alívio), edema de estase, pulsos pediais diminuídos ou ausentes; pés frios e pálidos quando elevados e vinhosos em declive, pele brilhante, tensa, fria com queda de pelos; unhas grossas e opacas. Será necessário a realização da verificação do índice de pressão do tornozelo e a classificação de Fontaine.

CLASSIFICAÇÃO DE FONTAINE

Classificação da Instalação da Úlcera Arterial (de acordo com o grau de gravidade)

Estádio 1: Assintomático (moléstia atípica)

Estádio 2: Claudicação intermitente

Estádio 3: Dor em repouso

Estádio 4: Ulceração e/ou Gangrena

As úlceras arteriais são profundas, tem pouco exsudato, pouca granulação, não sangram, tem demarcação de cor branca – rosácea, localizam-se nos dedos, pés, calcâneos ou região lateral da perna e tem presença de necrose.

O tratamento do paciente portador de úlcera arterial terá por objetivo diminuir os sintomas da isquemia e prevenir a perda do membro afetado. A perfusão tecidual poderá melhorar com o aquecimento dos membros, repouso com cabeceira elevada e realização de exercícios suaves. A remoção do tecido necrótico deverá ser realizada sob avaliação criteriosa, levando em conta o tipo de tratamento e prognóstico instituído. Todos os cuidados devem ser adotados para a prevenção da infecção do local, pois, na sua ocorrência, o tratamento será difícil. O tratamento tópico de escolha dependerá das características da ferida podendo-se utilizar hidrocoloides, hidrogel, espuma ou filme transparente.

Para profilaxia da úlcera arterial deve-se orientar o paciente a aquecer os membros inferiores, realizar inspeção diariamente dos pés, evitar traumas mecânicos e térmicos, usar calçados macios, eliminar fatores agravantes, adequação da dieta, realização de exercícios suaves e abolição do fumo.

ÚLCERAS MISTAS

As úlceras mistas apresentam componentes arteriais e venosos, sendo necessário a definição do fator predisponente para intervenção adequada e a maneira mais indicada de fazê-lo é através de exames como o Doppler para avaliação dos membros inferiores.

Se o fator principal for venoso durante o dia se indicará compressão moderada e à noite, a elevação do membro provoca dor, então deve-se retirar a compressão.

Se o fator principal for arterial, será indicado exercícios e curtos períodos de elevação dos membros.

Em ambos casos, se a cicatrização for lenta será necessário a avaliação de um cirurgião vascular.

No Comments »

« Previous Entries

Feed RSS 2.0

Receba as novidades no seu e-mail

Coloque seu email aqui: